Um doidivanas mostra o seu saber por intermédio das palavras e um pouco da imagem. Poemas, opiniões, revisões. Uma mistura de sociedade e tecnologia. Com temáticas conforme me vou lembrando de escrever.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Religião religião!! Valerá a pena acreditar?

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É meu costume ler o The Guardian, hoje a religião veio à baila e despertou-me interesse, estive curiosamente a ler o artigo, What is the proper place for religion in Britain's public life?, uma espécie de diálogo entre Richard Dawkins, autor de The God Delusion e  , colunista do Observer.

As palavras de ambos são muito ideológicas, ambos se preocupam em falar para massas e não atacam o problema, isto considerando o assunto um problema, pois considero qualquer religião um problema que afecta inconscientemente o indivíduo, um pouco também a opinião de Richard.

Este afectar pode ser positivo ou negativo e originar  ruptura psicológica pois divide o indivíduo entre a ética e a moral. Ainda pior quando toma proporções colectivas, pois origina muitas vezes a conflitos violentos e desnecessários que não levam a lado nenhum, apenas a ferimentos e mortes. Seja qual for o conflito este só pode ser resolvido por palavras, não existe outra maneira, apenas o diálogo.

A crença profunda, ou seja a fé, é a origem de muitos conflitos e quanto mais fundamentalista pior.




Mas o que é a fé?

A fé é um acreditar profundo em algo sem se questionar!




E o que é acreditar?

Acreditar é fazer a mente definir algo como verdadeiro, mesmo quando não é possível prová-lo.



Ou seja em tempos modernos acreditar em Deus ou outra coisa qualquer que não consigamos provar é no meu ponto de vista psicótico. Pois se acredita em algo sem provas, que credibilidade ou moral têm o indivíduo!?

Sei que pode ser revelador e dar uma força interior enorme ao indivíduo que concluiu que Deus não existe mas por mais válidos que os seus argumentos sejam ele nunca conseguirá provar a sua inexistência. O mesmo se passa no crente nunca conseguirá provar a sua existência, mas ele acredita, têm fé por isso não precisa provar nada!




Em que ficar?

O crente vai buscar força à fé, o ateu reconhece a força dele mesmo. Reconheço que o ateu é mais livre, mais dono de si e pelo que sei, mais conhecedor não só da religião maioritária da sua região, como outras, pois antes de se tornar ateu analisou vários pontos de vista, várias religiões.

Assim defino que o ateu é mais livre mas talvez se esteja a esquecer da própria espiritualidade, o crente tem por assim dizer a sua espiritualidade conduzida por terceiros, será isto bom?!?! Bem se não tem capacidade para mais, deixa-se ir, torna-se um seguidor. E seguidores é o que os lideres gostam, e quanto menos reclamarem quanto melhor.




O Problema!!

Ser crente é na realidade deixar-se levar pelo incógnito, não questionar, não resolver as questões com clareza e realismo, ficar à espera que a solução apareça pela obra do "senhor".

Para mim ter fé é sinónimo de ignorância, é colocar na mente verdades que podem não ser, sim porque a mente só aceita verdades então criou-se este método que depois de enraizado permite mais algumas definições que não ajudam a sociedade nem o indivíduo a evoluir de forma coerente e correcta, e estou a falar de definições como acreditar e esperança, definições que só são possíveis na mente de um crente. Estas definições não ajudam a evolução social porque corrompem o indivíduo diminuindo o seu relacionamento com pessoas de crenças diferentes e fazem-no "caminhar" na sua crença preferencialmente com pessoas da mesma crença, criando-se grupos na mesma sociedade que não se querem entender, nem tão pouco saber uns dos outros em que cada um acredita em coisas diferentes e depois mais cedo ou mais tarde o conflito! Quando na realidade a ideia é viverem todos bem e em harmonia, para quê a violência?!

Na realidade as pessoas vão digamos que "tolerar", permitir, e depois acontece aquilo que eu faço analogia com um termómetro, vai subindo, subindo que depois estoura.

Anda-se a vender a ideia de tolerância, mas os fundamentalistas não toleram, e na realidade não devemos tolerar muito, pois quanto mais adiamos mais fácil será da explosão ser violenta, quanto menos toleramos mais rápido resolvemos o que consideramos problema. Deve é ser feito por meio de dialogo antes que chegue ao ponto de palavras feias ou até mesmo violência.

Para mim, qualquer mente que me transmita fé, acreditar ou esperança não tem qualquer crédito, pois está-me a tentar enganar com algo que na sua mente já é verdadeiro e não existe como provar, ou seja quando questiono os seus argumentos não credíveis e não devidamente fundamentados não obtenho uma resposta realista e coerente.

Quando não existem factos não se devia fazer acreditar ou transmitir esperança, mas é nisso que os políticos e os religiosos são especialistas, em fazer acreditar.

Eu prefiro manter a minha posição agnóstica neste assunto, pois a existência de Deus não me afecta e a sua inexistência também não. Nunca se irá provar nenhum dos lados, acaba por ser pura perda de tempo, mas os nossos antepassados eram crentes e assim a crença ainda está enraizada, principalmente nas pessoas que se vão deixando levar sem pensarem muito no assunto.

Problema considero é ter-se uma ciência que ainda acredita, isso sim considero um problema gravíssimo, que as sociedades ditas evoluídas ainda não conseguiram resolver. Mas a ciência é humana, logo tem erros :) não nela mesma, mas da forma como é conduzida.

Problema considero a ter-se uma dita democracia onde o povo não tem dados concretos de nada, onde se vende agora uma ideia de crise, onde se faz acreditar, onde se vende a ideia de esperança. Nem acredito nem confio nos meus actuais ditos lideres, mas também não votei para eles estarem lá por isso nesse aspecto estou tranquilo.

E em torno do acreditar a bandalheira que muitos acreditam que está :)

E você ainda acha que vale a pena acreditar?




Philo Philos Pachem

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