Um doidivanas mostra o seu saber por intermédio das palavras e um pouco da imagem. Poemas, opiniões, revisões. Uma mistura de sociedade e tecnologia. Com temáticas conforme me vou lembrando de escrever.

sábado, 16 de outubro de 2010

Dois dias em cheio!!

Sem comentários
O dia de ante-ontem foi bastante preenchido, consegui fazer muitas coisas que me satisfizeram, mas como nem tudo podia ser do meu agrado houve duas situações que me desagradaram.

Bem depois de acordar no inicio da tarde, fui a casa de um amigo, estive um pouco com ele e partilhamos alguns bons momentos. Um amigo envia um sms, eu ligo e combino com ele. Dirijo-me para sua casa, fiquei com um assunto de dinheiros devidos resolvido, entretanto fiquei de passar por casa pois um rato em serie faria jeito e fui a casa ver se tinha algum perdido.

Nesse entretanto um outro amigo chama-me, digo-lhe por gestos para aguardar uns minutos. Em casa verifiquei que já não tenho nenhum, trouxe comigo uma pilha pois também era um problema da máquina cafeteira como chamávamos a máquinas antigas, não tiram café mas funcionam e cumprem a maioria das funções básicas que cada um pratica. Depois de entregar a pilha e dizer que não tinha mais meios para ajudar, voltei para a minha praceta e fui abordado então pelo meu outro amigo, que vem com uma conversa de instalação e configuração de uma rede sem fios. Da forma que ele falou, falou como se trabalhasse de borla, disse-lhe para pensar melhor e fui tomar o meu primeiro café.

Quando venho do café, estou a chegar á porta da entrada e uma amiga vizinha pede-me para deixar a porta encostada, estou a entrar no elevador quando me lembro que tenho que comprar um estojo, a amiga refere a porta outra vez e até lhe digo que venho já. Fui comprar o estojo, sabia o que queria e tinha na papelaria, foi compra rápida. Quando estou a chegar á minha entrada vejo um dos meus melhores amigos na esplanada. Estivemos a falar um pouco sobre um programa de carros muito conhecido, e ele como fã compra a revista inglesa e acompanha os episódios minuciosamente. Foram bons momentos de partilha, um pouco o que andamos a fazer. Acompanhei-o até casa, ele tinha que ir dar uma aula e eu que me preparar para ter aulas.

A primeira aula, foi componente de Português e passou lindamente, considero normal assim ser pois a formadora possui o carisma necessário para cativar e acima de tudo partilha o seu percurso, ajudando lindamente toda a turma a melhorar o seu português.

Cheguei atrasado á primeira aula de um modulo da componente tecnológica, na apresentação quando me pedido para definir o que era o Design Gráfico brinquei e a minha frase foi: "Têm me dito que Design é comunicar, mas Marketing é que é comunicar", deu grande polémica, mas como a formadora tentou explicar e muito bem são áreas complementares. Não disse o contrário, apenas coloquei o Marketing acima do Design Gráfico e fui mal entendido.

Vim para casa como se tem tornado habitual, com um amigo novo que conheci no curso, normalmente chegamos tomamos um café, partilhamos um pouco e depois ele vai embora e eu para casar comer.

Depois de descer para tomar um café, encontrei o meu amigo mais velho num dos cafés da zona, mas não no seu habitual, ou pelo menos no que eu habitualmente estava habituado a vê-lo. Estivemos a conversar um pouco e como ainda vinha com a ideia do Marketing, ainda se falou de Michael Porter, e no que diz respeito a ideias, falamos dos casos em que as ideias vêm de um elemento da linha mais baixa do organograma e injustamente o elemento do topo da cadeia é que fica com os louros. Nem sempre é assim conhecemos alguns exemplos que partilhamos em que um elementos da linha de produção apresentaram ideias que originaram grande sucesso.

No fundo todos são importantes e nenhum deve falhar, todos devem sempre conseguir cumprir o objectivo que lhes for proposto se assim não acontecer está o caldo entornado. Quando algum consegue apresentar uma melhoraria é o sucesso do todo que está em questão e esse elemento deve ser valorizado.

No outro café encontrei um outro amigo e fomos dar uma caminha. Acabamos no centro do porto, algures na praça de Ceuta um estrangeiro pergunta se falamos inglês, eu digo que um pouco. Ele pergunta onde é os Kebab, eu dou-lhe indicação de um sitio onde vendem. Ele agradece com Obrigado e eu interrompo, explico-lhe que o obrigado também significa por obrigação e que eu não fui obrigado a nada, fiz porque quis. Ele teve dificuldade em assimilar o agradecido, mas agradeceu a palavra nova. Acabei por o encontrar um pouco mais tarde na rua da fábrica e ficar a saber que ele queria outro sitio com Kebabs. Sítio esse que eu acabei por conhecer e comer um, mas sem molhos.

Conheci um amigo novo, paguei umas águas caras e já estávamos perto da paragem onde esperávamos o autocarro e um homem estava por gestos a lamentar a atitude de um amigo que tinha exagerado no álcool.

Comuniquei por gestos com ele e ele veio ter comigo. Estivemos a tentar comunicar da melhor maneira. Houve entendimento, ele ainda brincou que se fosse pai da minha amiga, ela àquela hora não estaria ali.

Achei giro a minha amiga estar a explicar ao meu novo amigo que eu era assim que valorizava e me metia com toda a gente. Que tinha um cinzeiro móvel que trago sempre comigo. E ainda partilhou algumas histórias que conhece e acha piada.

Deixamos o nosso amigo mudo de 45 anos e quando cheguei é que fui ao telemóvel, tinha-o deixado em casa sem querer. As mensagens que recebi de uma amiga não eram animadoras e já fazia tempo que usava a estratégia do sms para me sentir bem, pois ficava despreocupado quando recebi-a. Foi-me pedido para esquecer, para não ajudar quem não quer ajuda. E assim decidi não enviar mais e se eventualmente receber alguma ficarei radiante pois significa que ainda não perdi uma grande amiga, mas por outro lado estou triste por deixar de haver a partilha e cumplicidade da amizade de longa data.

Quase choro agora a escrever estas palavras, mas não posso negar a liberdade a uma amiga que amo.

Deitei-me. Acordei mais para o fim da tarde. Revi o que ia ter, preparei mais um pouco de material para Suportes Offline, acabei por ter a ideia para mais uns artigos para partilhar e juntar o material para outro artigo que já tinha em mente. E pouco mais tempo restou para ir para as aulas.

Foi inglês, tenho que levar na brincadeira as aulas pois é inglês básico. E para meu espanto o colega da discussão e confusão do Marketing ser comunicar e estar no topo, veio falar comigo dizendo que concorda com a ideia. Tento explicar-lhe a diferença entre Markting (Interno e Externo) a nível empresarial e Marketing Pessoal em que a SWAT funciona para a evolução do individuo.

Ele desviou, não entendeu a importância da informação que lhe tentava transmitir, queria desviar da ideia de Design ou Marketing  e ser mais filosófico com a ideia de conhece-te a ti mesmo, uma SWAT pessoal ajuda nesse sentido, é importante para um freelancer. Nos dialogos, disse-me que não precisava disso para nada, disse-me que não precisava de filosofia para nada, que o que interessava era a prática e que na prática se apreendia tudo. Tem a sua verdade, mas sem os conceitos bem definidos, onde está o dialogo?

Que aconteceria se aparecesse o gestor e dissesse o break-even não correu dentro dos prazos esperados, temos que refazer a campanha de comunicação preciso de novas ideias para dar a volta.

Na prática algo correu mal e é preciso ter novas ideias sobre o mesmo conceito, mas saber o que o gestor

quer dizer com break-even é importante para a noção e equilíbrio com o todo empresarial assim como mais conceitos. No fundo quanto mais o conhecimento menor será o esforço comunicativo para atingir o objectivo. Subjectividades são boas em brainstorms.

O dialogo foi no intervalo e na aula ainda teve coragem para dizer em voz alta para a turma toda que eu perturbava a aula. Fiquei podre e perturbado pois o meu objectivo é sempre produtivo e bem este novo amigo dizer-me que perturbo a aula! É um amigo que é para estar atento, pois se está tão fechado e acha que não é social mas não admite ignorância é algum que não faz grande esforço para evoluir.

Fiz o exercício de forma corrida e a formadora chamou-me á atenção. Reformulei e melhorei o que estava mal. No fim pedi desculpas á formadora pela minha saturação.

Vim novamente com o meu novo amigo, tomamos café falamos um pouco e tiramos conclusões muito semelhantes.

Fui jantar, quando desci e tomei café participei na conversa de dois amigos em altura oportuna, curiosamente o Marketing esteve em vários pontos da conversa. É um amigo gestor que concorda comigo que Marketing é comunicar e Design Gráfico é a forma como comunicamos. É uma forma simplista de colocar os conceitos. Mas não errada, não sei o que diria o meu mestre de Marketing mas se calhar ainda lhe envio um email para ler este artigo e dar a sua opinião.

A noite prolongou-se com mais uma caminhada, esta até á Ribeira. A vinda foi de autocarro e desta vez na paragem meti-me com uns estudantes académicos. Estava um a tocar bandolim meti-me com ele pedindo-lhe algo alegre. Ele esforçou-se mas acabou por dar a outro amigo que se desenrascou bem melhor, foi um momento engraçado e de partilha.

O autocarro encheu como na noite passada, e desta vez não saí em casa, saí um pouco mais á frente e ainda estive na conversa e partilha com um amigo e dois amigos intimos.

Quando cheguei a casa iniciei o trabalho de Suportes Offline, agora depois de um pouco de descanso da máquina, já vim a casa de um amigo e fui-lhe buscar tabaco e nesse entretanto fiquei a saber que as câmaras do café ainda estão a funcionar! Depois disso fui escrevendo este artigo em casa de um amigo com quem tenho estado a partilhar a manhã.

Sim ainda não fui á cama, adoro ver o nascer sol e do dia humano, normalmente durmo as manhãs, mas hoje ainda não consegui parar.

E assim depois de ter sido ontem espicaçado no Facebook para partilhar os meus acasos, aqui estão as minha últimas vivências. Com certeza faltam-me pormenores mas como devem entender ... :)





Philo Philos Pachem


Até por acaso

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