Um doidivanas mostra o seu saber por intermédio das palavras e um pouco da imagem. Poemas, opiniões, revisões. Uma mistura de sociedade e tecnologia. Com temáticas conforme me vou lembrando de escrever.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A criança, a iluminação e o Zen

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Iniciar o dia a pensar como abordar um tema complexo de uma forma simples foi o meu desafio. Não queria tornar-me mais um a escrever palavras dos outros. Como falar de algo que só pode ser sentido, vivido! Mas eu queria falar sobre a iluminação, algo que não imaginei que alguém estivesse interessado até verificar que existe quem procura entender.

Mas falar de algo tão antigo!

E tive que vir a casa, pois escrevo ao ar livre e fiquei sem bateria. Deixo o telemóvel a carregar e desço (vivo num 5o andar). Sentado nas escadas da entrada observo uma criança e nem imaginam a delicia que aquele momento foi para mim!!

Está aqui um excelente exemplo, pensei eu com um sorriso encantado!! Que lindo!

A criança estava tranquilamente e sem dúvidas a fazer o mais correcto. Apanhava o lixo do chão da praceta e colocava-o no caixote. Sentado na esplanada do café, o pai ainda disse: - larga isso que é caca. A criança expressou-se então verbalmente: isto é lixo. E continuou a sua tarefa.

Terminei o meu cigarro (erro que ainda não deixei) e dirigi-me ao caixote para deitar a pica. Disse-lhe que o que fez está correcto, mas para ter o cuidado de não ir com as mãos á boca até lavar as mãos.

E fez-me lembrar os momentos em que depois de acordar decidi fazer o mais correcto, decidi mostrar em vez de só falar. Então eu não discutia, limitava-me a colocar as picas no lixo, quer as  já no chão quer as acabadas de atirar para o chão. Era impressionante, tantas reacções diferentes para algo tão simples. A lógica é básica cometeste um erro, não há problema eu corrijo. Em 3 dias vi a diferença, alguns tentaram gozar mas eu sorria, fazia-o com uma tecnica e graça que admirei muita gente. No combinado de acções ao fim da semana era um santo aos olhos de alguns, um louco aos olhos de outros! Compararam-me a S. Francisco, não faço ideia do que ele fez.

E andava pela cidade livremente, cumprimentando toda a gente de forma diferente pois o cumprimento era sentido, dependia da expressão do outro.

Assim vivi os dias mais livres da minha vida, mais intensos onde tudo que observei ficou realmente registado.

Mas fui mal interpretado não tinha conhecimento do verdadeiro condicionamento a que estou sujeito, assim fui julgado e o que me fizeram apenas aceito e entendo. Confiava na ciência e nunca pensei que executassem antes e falassem depois. Verifiquei que mesmo depois, com palavras não seria entendido. Não perdi memória, o raciocinio ficou abalado, mas o que perdi foi a quimica. Para tentar explicar a quimica defino, a mesma quimica ou parecida, de um ser apaixonado, é diferente mas é o mais proximo de descrever.

Assim concluí que a sociedade como esta idealizada não pode permitir humanos livres logo não permite iluminados. Qual a vantagem para um estado ter cidadãos que nâo se deixam condicionar?

A anarquia mete medo, o pessoal só imagina violencia e caos mas a realidade natural prova o contrario que a anarquia é a ideologia mais natural e mais simples. Vão-me julgar como se eu não soubesse o que estou a dizer mas procuro um mundo de Paz, a ideologia e a religião são meras tretas condicionativas. E não precisamos idealizar, temos que viver.

E conseguirás tu ficar rebelde e destemido num caminho de Paz onde a tua arma é meramente a palavra ou o silêncio, onde as tuas acções só afectam positivamente?

Terás que te re-educar sozinho, só o autoconhecimento é válido, pois a experiência é o que é verdade para ti, procura como autodidacta e quando viveres sentindo, estarás sempre sorrindo, mas isso escrevi eu, não confies. Que a tua consciência te mostre o caminho. E aí mostra-me quem és, lembra-te é que não és nem só o corpo, nem só a razão, nem só a emoção. Não cries dualidades no teu ser, sê quem és em unidade, funde-te e mostrarás a tua originalidade. E na tua individualidade única vais conseguir amar-te e amar os outros e perceber que neste mundo imperfeito o humano tem medo de evoluir. Se conseguires não sejas mais um que tem medo de mostrar quem é.

E assim começa o Zen, sem religião, sem dogmas, sem filosofia. Até ao momento tudo está perfeito, não está melhor meramente porque ainda não sabemos mais. Ou sabemos e temos medo?



Saudações  Joviais e Paz





Philo Philos Pachem

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