Um doidivanas mostra o seu saber por intermédio das palavras e um pouco da imagem. Poemas, opiniões, revisões. Uma mistura de sociedade e tecnologia. Com temáticas conforme me vou lembrando de escrever.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Um fim de dia alegre

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Pela disposição das pessoas, o jantar entre amigos foi um sucesso, todos alegremente bem dispostos. Quando sairam um do grupo viu um desconhecido a fumar um xarro, sim cá fora fuma-se e convivia-se.
Inicialmente ele perguntou quem tinha para vender e mostra vinte euros, mas do grupo ninguém quis denunciar o traficante a um desconhecido, era normal.
Mas o seu igoismo mantêm-se a depois de ver ganhou a vontade de fumar um, os amigos já o empurravam para ele sair dali, mas não foi com o uso da força que que a situação ficou resolvida. Um amigo da zona resolveu representar um. O desejo ficou cumprido e agora até estava mais difícil de ir embora pois começaram-se a criar laços, palavras de bom entendimento entre todos.

Depois do bom entendimento entre ganzados da zona e bêbados, um amigo da zona, que era amigo da malta do jantar, juntou-se ao grupo da zona, numa tentativa de desculpar o que não há para desculpar.

Homem de quarentas entra em conflito com o philos de 30, sem se calhar entender porquê, mas philos na sua consciência sabe.

Philos provocou inteligentemente, não consentiu que o homem se rebaixa-se à frase:"eu sou um merdas."

Inicia-se então o confronto de idéias, sim isso o philos adora.Então começa o jogo.
O homem tenta um jogo mental conhecido, a bola de ping-pong branca e quando o homem perguntava ao philos o que era isto? - mostrando o buraco que consegue fazer com a mão e diz: "isto é uma bola de ping-pong branca" -
philos fica-se pela bola de ping-pong, ele tenta prendê-lo à cor branca mas isso para o philos é indiferente, pois o padrão é branco mas existem verdes, laranjas, azuis enfim de outras cores, e se tem as caracteristicas de uma bola de ping-pong, então vamos jogar tenis de mesa independentemente da cor da bola.
O homem como viu que o philos não entrou no jogo muda o texto e canta uma frase do povo, vê que não funciona pois philos farto do uso do conhecimento em vez do pensamento, faz-lo ver que não vai ser com frases feitas que vai conseguir. E ele justifica-se, partilha já outra escola, a da vida e esse confronto termina na verdade de ambos e inteligentemente sem violência.

Mas houve uma grande facada nas costas do philos, pois o homem diz que se a nossa geração (a de 30) tivesse conhecimento das "coisas" como elas estão, então já teria havido uma revolução e bem sangrenta.

E foi ai que philos ficou muito triste, pois o homem não vê que é tão parte do problema como da solução, mas já está a delegar para os outros aquilo que tem que ser feito por nós todos, uma revolução do pensamento, não de guerra.
Mas philos disse-lhe que a revolução vai ser feita assim como se resolveu as questões entre estes grupos diferentes, em paz e compreensão, pois o entendimento é parte da solução.
De guerra está o mundo farto, mas se continuarmos assim ignorantes, não importa o conhecimento intelectual que se tenha a guerra continuará, pois as pessoas acreditam, têm fé e essas palavras só servem para manter viva uma ilusão, algo que não se sabe.
E eu philos do que não sei não falo, e não acredito, sei que se o pensamento das pessoas não muda então de facto virá sangue, e a culpa mais uma vez, estará primeiro na religião e depois no interesse, resumindo em todos nós que nos mantemos a dormir na ignorância.

E o homem depois de me perguntar se philos era dono da verdade, ele respondeu-se que sim, sou dono da minha verdade, e o homem antes de entrar para o café, termina com a frase: "Eu sou um merdas".

E philos apenas sorriu, a entender dois significados da frase.

Philos

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