Um doidivanas mostra o seu saber por intermédio das palavras e um pouco da imagem. Poemas, opiniões, revisões. Uma mistura de sociedade e tecnologia. Com temáticas conforme me vou lembrando de escrever.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O meu internamento compulsivo

3 comentários
Agora com mais consciência posso contar a minha versão da história pois agora tenho consciência do que aconteceu, mas precisava de acontecer para saber, por isso agradeço a todos os que se preocuparam comigo.O philos, eu com o nome que me batizei, despertou e a mente já não lhe traz problemas, mas a olhar à sua volta só vê dúvidas, conflitos, problemas e lamentações.Então resolve explorar melhor o exterior para entender o que se passa, e conclui que o problema reside na cabeça das pessoas, na mente. O problema é o pensamento.Então philos resolve atacar a mente dos outros com pequenas acções que os faz pensar, sim é disso que a malta precisa, pensar, tomar consciência dos seus actos.Então philos age, e suas acções não são entendidas.Mas philos ainda não tinha consciência das suas acções que mesmo não tendo nada de errado, apenas queria afirmar-se, mostrar as verdades, pois uma mente clara não aceita dúvidas dos outros nem mentiras.
E vieram tocar à porta dos meus pais dois agentes paisana. Mostraram-me os papéis assinados por um juiz, e eu que ia comprar carne para a mama fazer o almoço, acabo por ter de chamar a mama para devolver os 10€ que me tinha dado. Estava a contar só falar mas pelos vistos não era só isso.Depois de devolver o dinheiro à minha mãe fui com os agentes.Aguardamos por um carro policial, queriam que fosse no meio, mas no meio não há cinto e mesmo eles com eles a dizerem que estavam isentos eu disse: vocês sim, mas eu não.E lá fui eu para o hospital para ser avaliado.O ar do hospital é muito rarefeito e explico a um agente o porquê de ir à casa de banho, ele ficou sempre atento não fosse eu fugir.Ainda distribui as revistas e jornais gratuitos pelas pessoas que estavam sentadas. Elas aceitaram e agradeceram algo que podiam elas ter feito.Antes de entrar ainda gozéi com o login da máquina que estava no corredor.Entrei, sempre com a presença de um agente.Brinquei com a palavra Deus, pois sei que não existe, mas até mantenho a dúvida pois ter dúvidas não é mau, ter meias verdades é que sim.Então expliquei a minha brincadeira, dividindo a palavra ficamos com de+eus, então eu dizia de todos porque sou é o meu eu, o eu dele, o seu e o de todos, eus. E brinco com uma frase muito católica: se procuras perdão precisas do perdão de todos (deus), de todos a quem fizeste mal acrescento.No fundo eu apelo ao entendimento mas as palavras não são entendidas e as minhas palavras e ações não são normais ainda fiz rir o agente quando entrou a enfermeira pois assustei-a com um movimento inesperado.Não assinei o termo de responsabilidade e voluntariadade pois não concordei com ele.Se quiser escrever um documento a responsabilizar-se pelo mal que me vão fazer, esse eu assino. Mas isso a psiquiatra não fez.E enquanto esperava pelo carro policial para me levarem para o hospital psiquiátrico removi todas as picas do jardim e o agente a pensar que eu fugia não me deixou lavar as mãos.Quando cheguei ao hospital, fui mal tratado e isso eu condeno. Não me explicaram que injecção me iam dar e usaram a força.Fiquei inconsciente por tempo que não consigo determinar, preso numa sala própria. E quando retoma a consciência ainda muito apagada noto uma queimadura, percebi logo que foi acidental. E lamento terem-me ficado com os apontamentos.E foi assim que perdi dias involuntariamente, pois quem os perde por culpa própria, como com o álcool ou outras drogas tudo bem, mas eu não me esqueci de mim próprio fizeram-me esquecer ou tentaram. Fizeram o que acharam melhor para mim, mas eu que não acho nada apenas os desculpo porque entendo, mas não concordo com o que me fizeram.Para não me trazer problemas fui a tribunal e perguntaram-me se eu aceitei o internamento e eu que me apercebi que não tenho liberdade e estou condicionado limitei-me a aceitar e dizer que sim.Assim saí do estado de compulsivo.Aceitei os medicamentos para os sentir e entendo que pouco ou nada fazem pois a mente trata-se como ela é com palavras. Pois a inteligência é isso o uso do bem pensar da palavra, o pensamento.E o pensamento traz acções. E além do pensamento está o nosso eu, o eu verdadeiro que me tentam bloquear ou até anular e se isso acontecer é mais uma mente senil no mundo, e mais um corpo que eles terão a responsabilidade de alimentar.

3 comentários :

  1. fiquei sem palavras com o teu depoimento... é muito ilucidativo .. o k t aconteceu pra seres internado compulsivamente?!

    peace*

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  2. Aguarda que essa história será contada.

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  3. hum...continuo à espera...




    *

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