Um doidivanas mostra o seu saber por intermédio das palavras e um pouco da imagem. Poemas, opiniões, revisões. Uma mistura de sociedade e tecnologia. Com temáticas conforme me vou lembrando de escrever.

domingo, 4 de maio de 2008

Os quatro elementos

4 comentários
Tento ser vento,

para esquecer a solidão.

Vivo cada momento,

com descrição,

E transformo-me em ar,

só para amor emanar.

Alimento o pensamento,

para não viver o sofrimento.

Mas só tenho escrita,

e uma vida, maldita.

Vivo a saudade

e omitem-me a verdade.

Porque estou eu fechado?

Quando só quero amar e ser amado.



Sou terra e nasce uma flor.

Ela cresce, é bela e cheirosa.

Ela morre e sinto dor,

Mas uma vida nova aparece,

assim à dor aconcece.



Sou água e entranho-me,

baralho-me,

Junto-me ao vento,

apago a fogueira,

e amo tudo à minha beira.



Sou fogo e queimo inteligência,

e cada dia aqui é uma combustão,

Começo a pensar que perco consciência,

pois isto é um vazio vasto em ilusão.

Não, não posso estupidificar.

Mas assim, nem um neurónio vai restar.

Nada posso fazer senão pensar.

Pensar até esgotar,

Mas aqui estou só, quando queria dialogar,

ter uma conversa inteligente,

que desse delicia a esta mente.



Philos, 20:24, do dia 03 de Julho de 2007



ERRATA:

Linha 19: Acontece

Errar é humano, só resta assumir e tentar não repetir.

4 comentários :

  1. Valeu. gostei muito
    Edegard +Amigos

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  2. somos tudo/somos nada/somos a merda que fede/o perfume das flores

    de outono
    morrendo.

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